Eterna Aprendiz

“Fui levada à Academia Cultural pelas doces mãos de um amado amigo. Estava ainda naquela fase, pela qual quase toda mulher passa, “Em busca de um grande amor”. Aberta a todas as possibilidades, a aproximação com a filosofia me pareceu muito oportuna e excitante. Como médica trabalhadora, já passando dos 40 anos e criando três filhos sozinha, ainda não tinha tido tempo para “pensar” em Platão e nunca ouvira falar em Pierre Weil.

Aos poucos, sempre como aprendiz, fui permitindo a entrada em minha vida das Mulheres que correm com lobos, do Erro de Descartes (se ele errou, imagine eu?) e de Marco Aurélio e suas Meditações. As encantadoras palestras de Frederico Porto nos ensinando a “medicina de verdade”, a exuberância do Arnaldo e sua corporalidade nos mostrando até como devemos andar pelas ruas, a inteligência calma e serena de João Gabriel, querido colega, foram aos poucos me acompanhando no meu dia-a-dia. Minha família, meus pacientes e amigos, todos queriam saber qual tinha sido o tema da última quinta-feira...

Ano após ano fui aprendendo com Denizar, Ana Rita e Rai que não existe espaço vazio no universo e que o Amor não é horizontal e sim vertical no sentido de estarmos unidos com a grande sabedoria. Quando já estava completamente encantada e plena com este novo sentimento encontro sentado ao meu lado na Academia um grande amor, para minha surpresa e alegria. Mais uma vez aprendendo, descobri que estando em harmonia com o universo não se busca o amor, ele é que nos faz!”

Maria Virgínia de Aguiar

Ginecologista e Sexóloga